Notícia postada em 27/04/2026
A Controladoria-Geral da União (CGU) participou de investigação conjunta com o Ministério Público Federal (MPF) e a Polícia Federal (PF) que resultou na segunda fase da Operação Sepse, voltada à apuração de crimes de corrupção, lavagem de dinheiro e organização criminosa no estado de Goiás.
A ação cumpriu 15 mandados de busca e apreensão — sendo 14 em Goiânia e um em Anápolis — além de medidas de sequestro de bens e bloqueio de valores de pessoas físicas e jurídicas investigadas.
As apurações indicam a existência de um suposto esquema criminoso infiltrado na organização social responsável pela gestão do Hospital Municipal de Aparecida de Goiânia (HMAP), financiado com recursos do Sistema Único de Saúde (SUS). Os fatos investigados teriam ocorrido entre 2020 e o início de 2023.
Segundo a investigação, dirigentes da organização social direcionavam contratos superfaturados para empresas específicas, especialmente relacionados à gestão de leitos de UTI. Em contrapartida, os sócios dessas empresas repassariam cerca de 10% dos valores recebidos à cúpula da entidade.
O trabalho também identificou indícios de fraudes no fornecimento de materiais hospitalares, incluindo a apreensão de cheques de alto valor vinculados a operadores financeiros responsáveis pela movimentação dos recursos ilícitos.
A atuação da CGU foi essencial para o avanço das investigações, por meio do fornecimento de cruzamentos de dados que apontaram histórico de irregularidades envolvendo a mesma organização social em outros estados, contribuindo para a definição da competência da Justiça Federal no caso.
A CGU reforça que denúncias podem ser realizadas por meio da plataforma Fala.BR, inclusive de forma anônima, mediante a seleção da opção “Não identificado”.
Fonte: https://www.gov.br/cgu/pt-br/assuntos/noticias/2026/04/analise-da-cgu-contribui-para-operacao-do-mpf-e-da-pf-contra-corrupcao-e-lavagem-de-dinheiro-em-goias