27/04/2026
CGU destaca IA e gestão de riscos em evento sobre integridade
Notícia postada em 27/04/2026
O uso da inteligência artificial aliado à gestão de riscos foi o principal destaque do webinar INTEGRideias, promovido pela Controladoria-Geral da União (CGU), com foco no fortalecimento da integridade e da governança pública.
O evento reuniu gestores, servidores públicos e especialistas para compartilhar experiências práticas voltadas à implementação de mecanismos de integridade no setor público.
Durante a abertura, a diretora de Integridade Pública da CGU, Simone Gama, ressaltou o papel do encontro como espaço de troca de experiências. Segundo ela, “o INTEGRideias é um espaço criado para promover a troca de experiências voltadas à gestão da integridade no setor público, com diálogos sobre as diferentes possibilidades de implementação dessas iniciativas”.
Ao abordar a gestão de riscos, o chefe do Núcleo de Governança e Integridade do Instituto Federal da Paraíba (IFPB), Bruno Cabral, destacou a necessidade de uma abordagem estratégica. “Não se trata apenas de controle, mas de criar mecanismos que permitam identificar riscos e agir preventivamente. A governança precisa estar conectada aos processos e às decisões”, afirmou.
Em sua apresentação, Cabral enfatizou o papel do mapeamento de processos e da análise de riscos como instrumentos para aumentar a eficiência e a segurança das atividades administrativas. “O risco sempre vai existir. O que precisamos é conhecê-lo, tratá-lo e, em muitos casos, conviver com ele de forma controlada”, explicou.
Na sequência, o diretor da Secretaria de Governança da Universidade Federal do Ceará (UFC), Francisco Jonatan Soares, apresentou experiências relacionadas ao uso de inteligência artificial na gestão pública.
Segundo ele, a tecnologia pode ser aplicada na análise de documentos normativos, no preenchimento automatizado de formulários e na identificação de riscos com base em dados históricos. “Quando o processo está bem desenhado, qualquer pessoa consegue executá-lo com mais segurança. Isso reduz retrabalho e melhora a qualidade das entregas”, destacou.
Apesar das vantagens, o especialista alertou para a necessidade de uso responsável da tecnologia. “A inteligência artificial não substitui o julgamento técnico. Ela precisa ser utilizada com critério, revisão e responsabilidade”, afirmou.
Ao final, foi ressaltado que a integração entre processos, pessoas e tecnologia tende a ser um fator determinante para o avanço da gestão pública, especialmente no campo da integridade e da governança.