06/08/2026
CGU e PF investigam fraudes de R$ 8 milhões contra plano de saúde do Serpro
Notícia postada em 06/08/2026
A Controladoria-Geral da União (CGU) e a Polícia Federal (PF) deflagraram, nesta quinta-feira (6), a Operação Fatura Exposta para investigar um esquema de fraudes contra o Plano de Assistência à Saúde do Serviço Federal de Processamento de Dados (PAS/Serpro). Segundo as investigações, o prejuízo causado ao plano de saúde supera R$ 8 milhões.
A operação é realizada em Brasília e cumpre 21 mandados de busca e apreensão expedidos pela 12ª Vara Federal Criminal da Seção Judiciária do Distrito Federal.
A apuração teve início após uma denúncia anônima encaminhada ao Serpro, que comunicou os fatos ao Ministério Público Federal (MPF). As suspeitas recaem inicialmente sobre duas clínicas de fisioterapia que teriam realizado faturamentos irregulares ao plano de saúde da estatal.
De acordo com as investigações, as clínicas utilizavam um mesmo padrão de atuação para registrar procedimentos inexistentes. Entre as irregularidades identificadas estão a inserção de informações incompletas ou genéricas nos registros, falsificação de assinaturas de médicos e pacientes e a dispensa indevida da coparticipação dos beneficiários, prática que impediria a percepção de cobranças irregulares nos contracheques.
A investigação também apontou outras inconsistências, como o faturamento de três a cinco procedimentos distintos para um mesmo paciente na mesma data, registros simultâneos de atendimento do mesmo beneficiário em clínicas diferentes e elevada concentração de procedimentos atribuídos aos mesmos profissionais. Em um dos casos analisados, um profissional teria registrado 15.395 procedimentos em pouco mais de dois anos.
Durante o aprofundamento das investigações, surgiram indícios da participação de outras clínicas de fisioterapia e de uma empresa de contabilidade responsável pelo processamento dos lançamentos eletrônicos e pela solicitação de autorizações de procedimentos junto à operadora do plano de saúde, supostamente de forma irregular.
Segundo a CGU e a PF, o esquema teria possibilitado faturamento milionário às clínicas investigadas por meio da cobrança de procedimentos sem comprovação ou incompatíveis com a capacidade de prestação dos serviços.
Denúncias
A CGU orienta que informações sobre esta ou outras irregularidades podem ser encaminhadas por meio da plataforma Fala.BR, administrada pela Ouvidoria-Geral da União (OGU).
As denúncias podem ser realizadas de forma anônima, mediante a seleção da opção “Não identificado”. No formulário, o denunciante deve escolher o assunto “Operações CGU” e informar o nome da operação e a unidade da federação correspondente.