Notícia postada em 05/11/2026
Em encontros na sede da organização em Paris, Controladoria destaca projetos de prevenção à corrupção e defende sistemas de compliance ágeis e sem excesso de burocracia.
A Controladoria-Geral da União (CGU) representou o Brasil no Fórum sobre Construção de Confiança e Reforço à Democracia e em reuniões de grupos de trabalho sobre governança e anticorrupção, promovidos pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) em Paris. Sob o tema “Governo sem amarras”, a iniciativa debateu formas de tornar a administração pública mais ágil em um mundo em transformação, sem comprometer a estabilidade e a segurança institucional.
A experiência brasileira: diálogo e menos burocracia
Representada pela titular da Secretaria de Integridade Pública (SIP), Patricia Alvares, a CGU expôs o modelo brasileiro de formulação da política federal de integridade. O painel destacou o êxito de dois projetos estratégicos de engajamento institucional:
- Integridade Itinerante: Focado no diálogo direto com órgãos e entidades federais espalhados pelo país;
- Time Brasil: Programa voltado à cooperação e articulação com entes subnacionais (estados e municípios).
A secretária enfatizou a necessidade de afastar a visão engessada do controle, buscando criar sistemas eficazes que não resultem em novas camadas de burocracia. O objetivo da atual política é transformar os agentes de integridade em parceiros dos gestores na identificação de riscos e na proposição de soluções, aliando esse trabalho ao uso intensivo de tecnologia para a prevenção de ilícitos.
Alinhamento internacional e Recomendação da OCDE
A comitiva brasileira em Paris também contou com a participação de representantes do Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI) e da Escola Nacional de Administração Pública (Enap).
A agenda consolida a inserção do país nas discussões globais de governança corporativa estatal. Em junho de 2026, o Brasil aderiu formalmente à Recomendação do Conselho da OCDE sobre Integridade Pública (documento originalmente adotado pela organização em 2017). Com a adesão, o Estado brasileiro compromete-se a abandonar políticas anticorrupção isoladas e reativas em prol de uma abordagem integrada, baseada em evidências e orientada por riscos sistêmicos em todo o setor público.
Fonte: https://www.gov.br/cgu/pt-br/assuntos/noticias/2026/11/cgu-participa-de-serie-de-encontros-na-ocde-para-aumentar-a-agilidade-do-servico-publico